Estava assistindo Girls (série da HBO sobre os dramas e alegrias de quatro amigas na casa dos 25 anos, bem legal) no último fds e me deparei com uma cena que achei maravilhosa, daquelas que vc se identifica tanto que até se emociona por descobrir que tem mais gente (sei que é uma personagem) no mundo que pensa como vc, sabe?
Na real, Girls tem vários momentos bem fodas, com aprendizados MUITO reais sobre a vida no geral, profissional, amorosa, familiar etc. Só que quando eu assisti esses momentos eu ainda não tinha um blog, portanto não vou lembrar e fazer post sobre eles. Mas voltemos à cena que me fez escrever:

YES! É isso!
Essa cena trata sobre dependência afetiva, no meu entendimento. O Adam decide ir embora porque percebe que a Mimi-Rose não depende dele pra tomar decisões sobre a vida dela (um aborto, no caso). Assustador, não? Sem sarcasmo, claro que quando estamos com uma pessoa, esperamos que nossa opinião sobre suas decisões seja no mínimo consultada, mostrando que a pessoa acha relevante nossos pontos de vista. Aí quando ela decide algo importante sem nem perguntar o que achamos, dá um bug, parece que a pessoa não precisa da gente.
– Sabe porque sempre durmo 15 minutos a mais do que você? Na verdade, eu acordo antes de você, mas finjo estar dormindo porque gosto quando você me cobre e me beija, estou ficando dependente disso.
– Por que não me falou sobre aquilo?
– Porque eu sabia o que eu queria fazer.
– Por que não me levou com você? Você não precisa de mim? Porque isso me deixa louco. Não liga se eu for pra uma festa, não pergunta sobre seu visual. Parece que só precisa de mim para procriar, às vezes eu nem sei porque ainda estou aqui.
– Sinceramente, Adam, eu me preocupo muito com você.
– Eu me preocupo com meu açougueiro, eu preciso dele, não consigo cortar carne. Eu preciso mais dele do que você de mim.
– Não, eu não preciso de você, mas amo voltar pra casa e saber que você está aqui. E querer você desse jeito é melhor do que precisar de você, porque é mais sincero.
É aí que entra a fala do gif, realmente, será que o ideal dos relacionamentos é que uma pessoa precise da outra pra tomar decisões e ser feliz? Ou que ela queira estar junto, acompanhando e compartilhando a felicidade? Não tô entrando no mérito da campanha de ser feliz sozinho pra poder ser feliz com outra pessoa.
Eu fico com a segunda opção. No dia que parei pra pensar sobre isso, percebi que esse é o motivo de eu estar solteira há uns 8 anos (vulgo minha vida adulta, pq adolescência não conta): eu não faço questão. Tive vários rolos ao longo desses anos, mas nunca pressionei ninguém pra que virasse namoro, por motivos de “se eu preciso fazer pressão, então tá errado”. Eu só quero estar com alguém que me faça bem, com quem eu tenha vontade de ir jantar, sair pra beber, dar risada, que me apoie em momentos tristes também, e que essa pessoa queira tudo isso comigo. Vale lembrar que em grande parte desses momentos temos amigos e família e sim, eu sei que não é a mesma coisa, mas é por isso que digo que a gente não PRECISA de um namoro, mas namora porque gosta da pessoa e QUER estar com ela nesses momentos.
Essa minha visão sobre relacionamentos também teve momento de identificação na primeira temporada de Girls, de forma mais dramática porque a Hanna é muito dramática pro meu gosto, mas ainda assim me senti contemplada pela opinião:

Bom, acho que era isso que eu queria colocar pra todos refletirem sobre. Espero ter me expressado direito, sou meio ruim com a escrita, prefiro conversar na mesa do bar! Obrigada por ter lido ;P
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Respostas de 4
Compartilho do mesmo pensamento, adoro as questões que essa série põe em pauta! Adorei o texto 🙂
Oi Roberta! Obrigada, que bom que gostou! Essa série é mto boa né! =D
“A gente não PRECISA de um namoro, mas namora porque gosta da pessoa e QUER estar com ela nesses momentos.”, não podia concordar mais com uma frase, do que com essa.
Recentemente tenho até pensado na “necessidade de namorar” pra mim chegava até a ser chato a pressão de “ter um namorado” o fato de QUERER estar com a pessoa me bastava, chamar de namoro, pra mim, era uma coisa para os outros verem…
Seja como for, chamando de namoro ou não, ao importante é ter alguém…
Amei o post e o modo como escreve assim que puder lerei os outros post ((:
Oi Maria, mto obrigada pelo seu comentário! Exato, nós mulheres ainda sofremos essa pressão enorme por ter um namorado/marido, como se o objetivo de nossas existências fosse apenas esse, concordo com vc, acho que o título ‘namoro’ é só um rótulo. Até entendo a necessidade do rótulo, nós funcionamos melhor colocando as coisas em caixas separadas, é mais fácil pra família entender que a pessoa é sua namorada do que entender que é ‘ficante’, mas o mundo seria mais simples sem rótulos! Obrigada pelo elogio e espero que goste dos outros posts! 😉