Um desabafo sobre a minha relação com o Kindle Paperwhite

Antes de mais nada, eu sei o que você vai dizer: “ah, eu não gosto do kindle porque eu gosto de livro de verdade, de cheiro de livro, sabe?” Sei. Eu também prefiro o livro, o real deal. Eu gosto das capas, gosto do jeito que eles ocupam a estante, gosto do cheiro. Se eu pudesse, passaria dias sentada no meu sofá, com os pés para cima, passando as páginas de um livro no meu colo. Mas essa não é a minha realidade.

Eu comecei o ano passado trabalhando em dois empregos, e terminei fazendo uma jornada diária super longa, me adaptando ao trabalho novo. Além disso, eu chego em casa às 21, 22h e ainda escrevo no blog, para postar no dia seguinte. Por isso, minha taxa de leitura caiu 25%: li 30 livros em 2016 (contra os 40 de 2015 – você pode acompanhar tudo pelo meu perfil no Goodreads, eu atualizo sempre lá).

O fato é: eu tenho vontade de ler muito, mas simplesmente não tenho tempo para isso. Eu tenho que encaixar as minhas leituras no tempo livre: pausa para almoço, qualquer tipo de transporte, no banco, na janta, na cama antes de dormir, no claro, no escuro. Lembra aquele ideal do livro aberto no colo no sofá? Isso só existe de fim de semana para mim.

Eu preciso de alguma coisa que cabe na bolsa, que cabe do lado do meu prato no restaurante, que seja leve e que eu possa levar para qualquer lugar. Preciso que tenha luz integrada, para poder ler em viagens à noite ou em um quarto onde há mais pessoas dormindo. Preciso não me preocupar com recarregar toda noite.

Sabe todas aquelas vezes que você queria ler, mas se privou disso porque o livro era muito pesado/grande/desajeitado para levar para os lugares, ou porque estava escuro (e você acabou no facebook)? Então, eu quis tirar esses entraves da minha vida. Eu me dei um kindle paperwhite em 2013.

Ele é leve, ele é pequeno, eu não preciso ficar o segurando para as páginas não fecharem (perfeito pra ler no almoço), a iluminação dele não agride o olho, a bateria dele demora 1 mês pra acabar. Hoje eu tenho 130 títulos nele, então não fico presa a um só tema por vez. Tudo isso em um dispositivo que não pesa 300g. Além de tudo, tem toda a biblioteca da Amazon disponível, então eu posso ler quando eu quiser qualquer livro em qualquer idioma, basta ter uma conexão wifi e limite no cartão de crédito (lembrando que o dispositivo tem vários dicionários integrados, facilitando a leitura em outros idiomas). Ainda assim, os preços do e-books tendem a ser mais baixos do que as cópias impressas, ou seja, eu gasto menos.

Comparação da leitura no Kindle paperwhite e em outros dispositivos. Peguei essa foto no site da Amazon mesmo

Então é isso, eu prefiro sim os livros físicos, claro. Leio exclusivamente eles quando tenho conforto e espaço à minha disposição. Mas preciso entender que a minha realidade não permite ler livros impressos na taxa que eu gostaria, e o kindle foi a melhor opção para que eu pudesse me adaptar. E como eu sei que muita gente tem uma rotina semelhante (ou mais pesada) que a minha, fica aí minha dica: se você não quer diminuir o ritmo de leitura nos dias corridos, compre um. De nada 😉

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Respostas de 2

  1. Eu comprei um faz uns meses e tou amando! Era muito apegada aos livros de papel, mas agora to so no Kindle. Ele é prático, a tela é ótima e é mais confortável de “se acomodar” para ler com ele.

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