Os livros que eu mais gostei de ter lido em 2016

Fiz um post no ano passado sobre os melhores livros que eu li em 2015, e parece a hora de fazer um sobre os de 2016 também. Esse ano eu li 30, e vou falar só dos bons porque felizmente li pouquíssimos livros ruins 🙂

Para cada um dos livros, coloquei a sinopse em itálico, e meu breve parecer logo em seguida. Vamos lá?

O Jogador Nº 1 – Ernest Cline

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Um mundo em jogo, a busca pelo grande prêmio.
Você está preparado, Jogador número 1?
O ano é 2044 e a Terra não é mais a mesma. Fome, guerras e desemprego empurraram a humanidade para um estado de apatia nunca antes visto.
Wade Watts é mais um dos que escapa da desanimadora realidade passando horas e horas conectado ao OASIS – uma utopia virtual global que permite aos usuários ser o que quiserem; um lugar onde se pode viver e se apaixonar em qualquer um dos mundos inspirados nos filmes, videogames e cultura pop dos anos 1980.
Mas a possibilidade de existir em outra realidade não é o único atrativo do OASIS; o falecido James Halliday, bilionário e criador do jogo, escondeu em algum lugar desse imenso playground uma série de easter-eggs que premiará com sua enorme fortuna – e poder – aquele que conseguir desvendá-los.
E Wade acabou de encontrar o primeiro deles. (Fonte: saraiva.com.br)

Eu amei esse livro. Amei tanto que dei de presente para o meu pai de Natal, e não vejo a hora de ler de novo. Também não vejo a hora dele virar filme, porque olha, é sensacional. Recomendo para quem quer que goste de uma ficção científica envolvente, que não dá vontade de largar até o último minuto <3

O Velho e o Mar – Ernest Hemingway

Depois de anos na profissão, havia 84 dias que o velho pescador Santiago não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um salão, ou seja, um azarento da pior espécie. Mas ele possui coragem, acredita em si mesmo, e parte sozinho para alto-mar, munido da certeza de que, desta vez, será bem-sucedido no seu trabalho.

Esta é a história de um homem que convive com a solidão, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e a inabalável confiança na vida. Com um enredo tenso que prende o leitor na ponta da linha, Hemingway escreveu uma das mais belas obras da literatura contemporânea.

Uma história dotada de profunda mensagem de fé no homem e em sua capacidade de superar as limitações a que a vida o submete. (Fonte: amazon.com.br)

Diferente do primeiro, a narrativa é mais lenta, mas é encantadora. De amolecer o coração mesmo. Acho que no ano inteiro, foi o livro que mais me tocou. Recomendo para quem quer ganhar pontinhos de empatia para com o mundo <3

Mrs Dalloway – Virginia Woolf

Toda a história do romance se passa num único dia, em junho de 1923, em que Clarissa Dalloway resolve ela mesma comprar flores para a festa que vai oferecer logo mais, à noite, em sua casa. A partir desta cena inicial, o romance segue a protagonista pelas ruas de Londres num ritmo cinematográfico, registrando suas ações, sensações e pensamentos. Em torno de Clarissa, gravitam vários personagens: o marido Richard Dalloway, a filha Elizabeth, um amigo de juventude que acaba de voltar da Índia, Peter Walsh, com quem ela tem grande conexão afetiva. Até mendigos que ela encontra na rua e o próprio Primeiro-Ministro vão entrar na história. Certos personagens atravessam o caminho de Clarissa, sem que ela se dê conta, e passamos a segui-los. É o caso de Septimus Warren Smith, um ex-combatente da Primeira Guerra Mundial arruinado pela doença mental. Há simetrias, ressonâncias e descontinuidades, numa trama muito bem urdida por Virginia Woolf. A autora é prodigiosa na exploração dos desvãos da consciência e das ambiguidades entre os afetos e as convenções sociais. Passado e presente se intercalam, e acessamos os vários planos da subjetividade por meio de um elaborado uso do discurso indireto livre. Muito já se comentou sobre Mrs. Dalloway, desde que o livro foi publicado pela primeira vez, em 1925. O romance já foi considerado impressionista, criticado pela falta de unidade e reverenciado por ser revolucionário em termos de linguagem. Já se disse que a obra é incrivelmente contemporânea, fazendo uso de técnicas de justaposição e montagem, como no cinema. Há quem trate o livro como um romance feminino. Ou como um brilhante ensaio filosófico. Mrs. Dalloway também pode ser lido como um documento das transformações sociais e políticas dos anos 1920, ou como um romance psicológico. Ou mesmo como uma vibrante história de amor, com final aberto. A última palavra, evidentemente, é sempre do leitor. (Fonte: amazon.com.br)

Nas primeiras páginas de Mrs Dalloway eu já estava me perguntando “como eu não conheci essa mulher antes??”. Descobri do meu tesão por fluxo de consciência, e que eu ainda tenho muito a aprender sobre o mundo e estilos literários…. Recomendo para quem quer ler uma obra maravilhosa escrita por uma mulher, em um estilo não tão usual.

Stoner – John Williams

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Stoner é a história da vida de um homem entre as décadas de 1910 e 1950: William Stoner, filho único de camponeses humildes, quase por acaso descobre sua paixão pelos estudos literários e se torna professor universitário. Em uma prosa linear e límpida, narram-se o progressivo afastamento de Stoner da própria família, as relações complicadas com os colegas, as amizades tragicamente marcadas pela guerra, a difícil vida conjugal, o impossível amor clandestino por uma professora mais jovem e o encontro com a morte. Stoner reage às provações da vida com aparente impassibilidade e silencioso estoicismo, emergindo como um inesquecível e trágico herói da vida cotidiana. John Edward Williams (1922-1994) nasceu em Clarksville, no Texas. Serviu na aviação militar americana durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1954, recebeu o título de doutor em Literatura Inglesa na Universidade do Missouri. Trabalhou como professor assistente dessa disciplina na Universidade de Denver até sua aposentadoria, em 1985. (Fonte: goodreads.com)

Stoner foi um livro que me deixou aflita sem fazer muito. Tem algo especial no jeito que John Williams escreve, que consegue transformar situações banais em eventos interessantes. Isso me prendeu ao longo de toda a narrativa, e me surpreendeu muito positivamente.

The Tao of Dating – Ali Binazir

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Eu ainda quero falar mais sobre esse livro por aqui. Li ele em inglês, no começo do ano, quando eu estava em uma crise tensa na transição “terminar uma série de namoros longos e aceitar minha solteirice”. Peguei esse livro porque me disseram que ele seria um “guia” para ajeitar minha vida sozinha, e depois escolher (ou não) voltar a ter alguém. E foi. Foi o único livro de auto-ajuda que eu li no ano*, e achei que ele de fato me ajudou a me reerguer e me valorizar. Vou fazer uma resenha mais longa, prometo ;*

 

*ok, li O Alquimista do Paulo Coelho também, mas achei que foi um monte de clichê junto que não ajuda efetivamente em nada, e só ajudou meus olhos a rolarem com força para trás repetidas vezes.

E você, o que gostou de ler?

Mais uma vez, obrigada pela visita <3

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